O estilo deve parecer-se convosco
Hoje existem muitos estilos de fotografia de casamento: documental, editorial, fine art, clássico, cinematográfico. Nenhum é melhor do que outro; o importante é perceber qual deles faz sentido para vocês. Eu acredito numa fotografia muito assente no lado documental. Gosto de observar, esperar, perceber relações e antecipar pequenos acontecimentos, sem transformar o casamento numa sessão fotográfica constante. Ao mesmo tempo, gosto profundamente de beleza, luz, composição e elegância.
A minha ligação à fotografia de moda faz-me olhar para uma noiva, um vestido, uma arquitetura ou uma determinada luz de uma forma mais editorial. Para mim, estas duas linguagens não são opostas.
Uma preserva aquilo que aconteceu; a outra permite criar algumas imagens com mais intenção, sofisticação e intemporalidade.




Vejam casamentos completos
Uma fotografia extraordinária não conta a história de um fotógrafo.
Pode contar a história de um segundo extraordinário. Um casamento, porém, são milhares de segundos diferentes. Por isso, quando estiverem a escolher fotógrafo, não fiquem apenas pelos melhores retratos do Instagram.
Procurem histórias completas: preparativos, cerimónia, família, cocktail, jantar, discursos, festa, luz difícil, espaços pequenos, chuva e tudo aquilo que aconteceu fora do guião.
Um bom portefólio mostra talento. Uma história completa mostra consistência.
E num casamento, essa consistência é muito mais importante, porque o fotógrafo tem de conseguir manter a mesma qualidade quando a luz deixa de ser perfeita, quando algo se atrasa ou quando simplesmente acontece aquilo que ninguém estava à espera.
Reparem na forma como o fotógrafo vê as pessoas
A fotografia de casamento é, acima de tudo, fotografia de pessoas. Não apenas dos noivos, mas dos pais, avós, irmãos, amigos, crianças e das relações que existem entre todos eles.
Há imagens que parecem pouco importantes no próprio dia e que, anos depois, ganham um valor enorme. Por vezes, uma fotografia de alguém sentado discretamente a observar uma cerimónia acaba por significar mais do que um retrato cuidadosamente preparado.
Quando estiverem a ver o trabalho de um fotógrafo, tentem perceber se conseguem sentir as pessoas, se reconhecem verdade, ligação e emoção, ou se estão apenas a ver imagens bonitas. Existe uma diferença.

Planeiam Casar?
Vamos conversar, gostava de conhecer melhor as vossas expectactivas, o local, a vossa história.



Percebam quanto querem posar
Esta é uma conversa que vale a pena ter antes do casamento. Há casais que gostam de ser dirigidos, outros sentem-se desconfortáveis assim que percebem que existe uma câmara, e a maioria está algures no meio. A minha abordagem é deixar que grande parte do casamento aconteça naturalmente. Quando é necessário criar um retrato ou aproveitar determinada luz, dou indicações simples, sem transformar o momento numa produção. A fotografia deve adaptar-se ao casamento e não o contrário.
A relação com o fotógrafo também conta
O fotógrafo vai estar muito perto de vocês durante um dos dias mais intensos das vossas vidas. Isso significa que o trabalho não pode ser a única coisa que avaliam. É importante existir confiança, sentirem que conseguem conversar, fazer perguntas e perceber que o fotógrafo compreende aquilo que procuram e também aquilo que não querem. Uma boa relação antes do casamento torna tudo mais natural no próprio dia. Quando existe confiança, deixam de pensar na fotografia. E é precisamente aí que algumas das melhores imagens acontecem.
Não escolham apenas pelo preço
O orçamento é importante, claro. Mas comparar dois fotógrafos apenas pelo número de horas, número de fotografias ou preço raramente conta a história completa. O que estão realmente a escolher é experiência, forma de ver, capacidade de antecipação, consistência, sensibilidade e confiança. Dois fotógrafos podem estar dez horas no mesmo casamento e contar duas histórias completamente diferentes. É isso que torna a fotografia tão pessoal.
Os prémios ajudam, mas não devem decidir por vocês
Tenho orgulho nos reconhecimentos que o meu trabalho recebeu em Portugal e internacionalmente. Eles são importantes porque representam validação por parte de profissionais e organizações do setor, mas nunca diria a um casal para me escolher apenas por causa deles. Um prémio pode dizer-vos que uma determinada fotografia foi reconhecida; não vos diz necessariamente se sou o fotógrafo certo para vocês. O trabalho completo, a forma como vejo um casamento e a relação que criamos são muito mais importantes.

No final, escolham pela forma como as fotografias vos fazem sentir
Podem comparar preços, experiências, álbuns, horas, prémios e reviews. Tudo isso ajuda. Mas existe uma coisa que é difícil colocar numa folha de cálculo: a ligação que sentem com as imagens. Quando encontram fotografias onde conseguem imaginar a vossa própria família, os vossos amigos e o vosso casamento, provavelmente estão perto da resposta. Porque as fotografias não são feitas para o fotógrafo. São feitas para vocês, para agora e sobretudo para mais tarde.
Se estão a preparar o vosso casamento e procuram uma abordagem documental, espontânea e emocional, combinada com um olhar editorial e elegante, podem conhecer melhor a minha abordagem enquanto fotógrafo de casamento em Portugal.
No final, a escolha deve ser simples: escolham alguém em quem confiem. Depois esqueçam-se das fotografias e vivam o casamento.
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